terça-feira, 6 de maio de 2014

Perder. Doar.

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O meu problema com o perdão é que eu perdoo muito. Perdoo sem desculpas. Até mesmo onde não se tem o que perdoar. O meu problema com o perdão é que eu perdoo fácil. Perdoo fácil até o difícil. Eu perdoo todo mundo. Os que eu gosto muito, os que eu gosto pouco e até os que eu não gosto.

O meu problema com o perdão é que eu perdoo rápido. Tão rápido, que não me permito esquecer. Perdoo uma. Duas. Três. E então não consigo mais perdoar. Porque não é rápido esquecer. Mas é rápido lembrar.

Esse é o meu problema com o perdão. Ele é limitado. Porque perdoar dói. E não tem que ser fácil. Muito menos rápido. O meu problema com o perdão é que não sei perder. Não sei doar. Quem dirá perdoar.






segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Morada


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Quando os pés começam a balançar mais que o normal, quando toda música começa a ser a "sua música", quando a cabeça fervilha e o coração pula, é sinal que ele tá batendo a porta. É ele querendo chegar. Ele que faz sorrir, faz pensar, faz chorar. Ele que tira, ele que dá. Ele que vem, passa e fica. Que às vezes consola, e em outras briga. Se ele quiser, ele avisa. Muitas vezes nem precisa. E é feio resistir. Uma grande falta de educação. Mas fazer o que se a gente tem medo que ele maltrate o coração? Aí a gente evita, afasta, nega. Mas ele vem, pega a gente e cega. E quando você vê, já não vê mais nada. Ele chegou. O amor fez morada. 





terça-feira, 9 de julho de 2013

1 mês para o fim do mundo.

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Não. Não falta um minuto para o fim do mundo. Toda a sua vida não vai embora em 60 segundos, como diz a música do CPM22. Mas e se o mundo acabasse mesmo daqui a um mês? Você já parou pra avaliar a sua passagem aqui na Terra? Você está feliz? Feliz com o que se tornou, com o que tem, com o que faz? Feliz com o que não se tornou, com o que não tem, com o que não fez? Feliz com seus amigos? Feliz com seus amores?

O mundo provavelmente não vai acabar daqui há 1 mês. Nem daqui há 1, 100 ou até 1000 anos. Duvido muito que no dia 21/12/12 tudo vá pelos ares. Mas o relógio de cada um está passando. Você está fazendo sua vida valer a pena? Se esse não é o propósito de viver, então sinceramente não sei qual é.

Só peço a Deus uma coisa: acaba não, mundão. Porque respondendo às perguntas feitas acima eu só consigo chegar a uma conclusão: a gente ainda tem muito o que fazer aqui.




quinta-feira, 4 de julho de 2013

Tempo

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A velocidade em que o tempo passa não é segredo pra ninguém. Nós temos tempo pra tudo, mas nunca temos tempo pra nada. A rotina é pesada. Tem que dar conta de estudar, trabalhar e até pro que dá prazer tem que arrumar tempo. Não dá pra farrear, namorar, conversar, transar, sem tempo. 

O tempo é fundamental. O tempo corre, o tempo dita, o tempo cura, o tempo muda. O tempo muda comportamentos, pensamentos, sentimentos. O tempo muda pessoas. E é nessa correria, no modo automático, sem muito tempo pra pensar, sem muito tempo pra buscar um pouco de si em si, que a gente percebe que mudou. 


Faz o teste. Tenta lembrar de coisas que você disse que jamais faria e fez. Aquilo que você nunca nem pensou em fazer e hoje já considera. Aquilo que você não se imaginava capaz e conseguiu. Hoje foi o meu dia de perceber que mudei. Acho que a maturidade faz você perder o medo de falar, o medo de sentir, o medo de agir. Acho que o tempo faz da gente mais bravo, mais corajoso, menos covarde. 


Acho que o tempo faz a gente perceber que ele não é piedoso, e por isso mesmo, também não devemos ser. Acho que o tempo leva um tempo pra mostrar que nós não temos todo o tempo do mundo, e que agora é que é o tempo. Tempo pra amar, tempo pra viver, tempo pra ser feliz, tempo pra ter tempo. Ah, o tempo.




sábado, 29 de junho de 2013

E então

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E então você descobre que o vazio no peito não era um sopro, que o vazio na mente não era desvio de atenção, e aquela estranha sensação de borboletas no estômago não era fome. E então você percebe que não falta algo em você. Falta alguém. Alguém que preencha o vazio do peito, da mente, e que aumente aquela estranha sensação de borboletas no estômago. E então você se dá conta de que as paredes já não são boas ouvintes, que a música não é uma boa companhia e que bebida nenhuma nunca vai ser suficiente. E então você aceita que sempre será ninguém sem esse alguém.




sábado, 22 de agosto de 2009

No fim

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Quando tudo acabar, lembre-se de que se acabou foi porque existiu. E se você chorar porque tudo acabou, lembre-se de que só lamentamos perder aquilo de que gostamos. Então se você chorou quando tudo acabou, é porque você gostou de quando tudo existiu.

Se você lembrar que tudo existiu, mas já acabou: não chore. Seria pior se não tivesse existido. Não implique com suas lembranças só porque elas não te deixam em paz. E se você não as tivesse?

Lembrar do que foi bom não faz mal, apenas nos faz ver o quanto nossa vida é importante e nos faz reconhecer a infinidade de coisas boas que passam por nós e muitas vezes só valorizamos no fim. Mas se o fim de uma determinada coisa chegou pra você, lembre-se de que é o começo de outra. E não deixe para perceber o quanto essa outra é importante só quando ela estiver prestes a acabar. Pois quando ela acabar, você vai chorar, lembrando que ela existiu e apenas no fim você soube gostar.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Indecisão

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Sabe quando você não sabe ao certo o que quer? Isso não existe. Indecisão é quando você sabe exatamente o que quer, mas acha que deveria optar por outra coisa. Mas e quando os rumos que você direciona a sua vida já não dependem só de você? Você necessita de um feedback, um retorno, um sorriso, uma ação de uma segunda pessoa. Na verdade tudo se torna mais complexo. Pois às vezes nós perdemos parte da nossa vida esperando respostas que nunca vêm, não porque não vamos buscá-las, mas porque muitas vezes o outro é incapaz de nos dar.

A Química afirma que os opostos se atraem. Não é bem assim, né gente? Você já parou pra pensar como pode dar certo uma relação entre alguém cheio de sentimentos, que esbanja amor a todos, que não poupa Eu te amo's, com alguém de uma frieza impressionante, que é capaz de dizer "uhun" após ouvir "Eu te amo".

O que fazer nesse caso? Abrir mão? Esperar por mudanças? Acreditar que essa pessoa não é assim? Ou como dizem por aí... tentar ver apenas o lado bom?

O que é pior: amar e não ser amado? Amar, ser amado, mas não querer que esse amor aconteça? Ou amar, ser amado e querer que esse amor aconteça, mesmo sabendo que ele não tem futuro algum?

Sofrer por alguém é difícil. Imagine quando se sofre por si mesmo. Um sofrimento baseado nas suas próprias decisões. Oportunidades desperdiçadas. Chances de dizer sim, em que você disse não. Momentos em que você deveria ter dito não, e, no entanto, disse sim. Firmeza é algo que não é inato a todos. Alguns conseguem adquirir com o tempo. Outros nem o tempo ajuda.


Há pessoas que sempre terão dúvidas entre dizer sim ou não. Há pessoas que sempre hesitarão em dizer o que sentem. Há pessoas que sempre serão pessoas, e apenas pessoas.